Uma delegada recém-empossada na Polícia Civil de São Paulo foi presa na sexta-feira (16) sob investigação de envolvimento com organização criminosa, após admitir que “cometeu erro” ao atuar como advogada em favor de membros de facção enquanto já ocupava o cargo.
Segundo as investigações, Layla Lima Ayub, de 36 anos, participou em dezembro de uma audiência de custódia em Marabá (PA), defendendo quatro presos ligados ao Comando Vermelho (CV) mesmo após ter tomado posse como delegada em São Paulo, o que é proibido por lei.
Ela disse em depoimento que “deu bobeira” ao advogar para os faccionados, afirmando ter solicitado o cancelamento de sua inscrição na OAB, mas reconheceu que ainda não havia sido desligada.
A prisão temporária da delegada foi decretada durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Civil. A ação também prendeu Jardel Neto Pereira da Cruz, de 29 anos ,apontado pela investigação como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região Norte que mantinha relacionamento amoroso com a delegada e esteve presente na cerimônia de posse dela em dezembro.
O inquérito apura ainda supostas irregularidades, incluindo lavagem de dinheiro relacionadas à compra de um estabelecimento comercial, e corre sob segredo de Justiça.
A delegada foi transferida para a carceragem do 6º Distrito Policial, no Cambuci, em São Paulo, e deve passar por audiência de custódia.



