‘A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após um vídeo circular nas redes sociais com a alegação de que Lula teria se referido a ela usando o pronome masculino. A narrativa foi impulsionada por perfis bolsonaristas e gerou onda de ataques contra a parlamentar, que é uma mulher trans.
Em postagem no X, Erika negou que estivesse no evento e acusou bolsonaristas de fabricarem uma controvérsia inexistente.
“Não, o presidente Lula não me chamou de ‘ele’. Porque eu literalmente não estava nesse evento. Há dias, estou no interior de São Paulo”, escreveu.
Segundo a deputada, Lula conversava com uma pessoa da plateia que também se chamava Erika, mas a direita teria usado o trecho para ridicularizá-la.
“A fixação dos bolsonaristas com a minha figura, e o medo que meu crescimento causa, os leva a um comportamento quase animalesco”, afirmou.“Pois é inaceitável, pra eles, uma mulher, travesti, não apenas ousar existir como ser uma política que produz mais e é mais útil à sociedade brasileira do que todos os ídolos bolsonaristas somados”.
Erika também ironizou o grupo ao afirmar que “os bolsonaristas são fissurados em mim”, e chamou de “horda de fracassados” os perfis que viralizaram o vídeo.
No mesmo texto, ela destacou que, enquanto bolsonaristas focavam no ataque, “Lula fazia um alerta duro e importantíssimo sobre inteligências artificiais produzirem pornografia sem consentimento ou até pornografia infantil”, tema que foi completamente ignorado pelos críticos.
A deputada finalizou dizendo que, para bolsonaristas, “problema é gente trans existir”, e não o debate sobre segurança digital e proteção de crianças.


