Um áudio divulgado nas redes sociais trouxe novos desdobramentos sobre o assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o “Joba”, coordenador das categorias de base do CRB, morto a tiros na última sexta-feira (23), em Maceió.
Na gravação, Ruan, apontado pela Polícia Civil como mandante do crime, pede orações e perdão à comunidade onde cresceu. No áudio, ele afirma estar vivendo “um momento difícil” e diz sentir vergonha pelo que chamou de “mancha” no nome da comunidade, da igreja e da cidade de Rio Largo.
“Peço a todos vocês oração. Peço que me perdoem por levar essa vergonha para o nome da minha comunidade e da minha igreja”, diz Ruan no trecho divulgado.
O áudio veio à tona enquanto ele ainda era considerado foragido, mas, segundo a polícia, Ruan se apresentou na noite desta segunda-feira (26).
De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato de Joba foi motivado por ciúmes. A investigação aponta que a vítima mantinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, se envolveu com Ruan. Quando a mulher tentou reatar com Joba, o suspeito teria decidido mandar executá-lo.
A delegada Tacyane Ribeiro afirmou que R$ 10 mil foram pagos pela execução, sendo R$ 4 mil repassados dias antes do crime. O plano, segundo a polícia, vinha sendo articulado desde dezembro do ano passado.
Após o homicídio, a polícia localizou envolvidos no crime no bairro do Clima Bom. Três suspeitos morreram em confronto com a polícia, e um quarto homem foi preso, apontado como responsável pela motocicleta usada na fuga do executor.
Com o grupo, foram apreendidas armas de fogo e capacetes. A polícia reforça que o crime não tem relação com torcidas organizadas, tratando-se de um caso estritamente pessoal.
As investigações seguem para concluir o inquérito e detalhar a participação de cada envolvido.



