O porteiro citado em publicações sobre o caso do cão comunitário Orelha, morto após ser agredido em Florianópolis (SC), se manifestou oficialmente na noite dessa quinta-feira (29) para negar qualquer envolvimento com o crime. Em nota assinada por seu advogado, Marcos Vinícius de Assis dos Santos, o trabalhador afirmou que não presenciou nem registrou agressões contra o animal e que sua versão já foi apresentada à Polícia Civil.
Segundo a defesa, o profissional teria sido mencionado de forma equivocada nas redes sociais e nunca atuou como testemunha ocular da violência. O advogado explica que o porteiro apenas comunicava à administração do condomínio situações de confusão e barulho envolvendo adolescentes, registros que, segundo ele, faziam parte de suas funções diárias e não estavam ligados ao episódio que levou à morte de Orelha.
O trabalhador relatou ainda que, após a repercussão do caso, passou a sofrer ataques verbais, advertências e até afastamento compulsório do trabalho, além de ameaças que teriam partido de familiares dos suspeitos. A defesa pede que o nome do porteiro seja preservado até a conclusão das investigações.
A morte do cão Orelha, no início de janeiro, causou comoção nacional. O animal, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, foi brutalmente agredido por um grupo de adolescentes. O caso segue sob investigação, e a polícia também apura se o mesmo grupo teria envolvimento em outra agressão a um segundo cão, identificado como Caramelo, que conseguiu escapar.


