O caso do cão comunitário Orelha, morto após ser espancado em Florianópolis, segue mobilizando o país. Neste domingo (1º), manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, em um ato que pediu justiça e defendeu a redução da maioridade penal.
Com cartazes e palavras de ordem como “não são crianças, são assassinos”, os participantes cobraram punição severa aos adolescentes investigados pelo crime, que chocou o Brasil no início de janeiro. O grupo também pediu mais rigor nas leis de proteção animal.
O protesto foi organizado pelo deputado e delegado Bruno Lima (PP-SP), autor do projeto Cadeia para Maus-Tratos, que defende políticas públicas e penas mais duras contra crimes de crueldade animal. “Casos como o de Orelha precisam impulsionar mudanças na Câmara”, disse o parlamentar.
O ato, que reuniu dezenas de tutores e ativistas, ocorreu em frente ao MASP e se somou a manifestações em outras capitais. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, com acompanhamento do Ministério Público, após o envolvimento de quatro adolescentes e três adultos ser apontado nas apurações.



