O piloto Mauro Caputti Mattosinho, ex-funcionário da empresa Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), denunciou um esquema de pagamentos em espécie que envolveria empresários alvos da Operação Carbono Oculto, autoridades públicas e governos estaduais, entre eles os de Alagoas e Amazonas. Segundo ele, parte dos valores teria sido movimentada em voos que atendiam agendas oficiais desses estados.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Mauro afirmou ter presenciado pagamentos ilegais e transportado empresários investigados pela Polícia Federal, como Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, apontados como articuladores de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. O piloto relatou que os pagamentos eram frequentemente chamados de “cargas perigosas”.
Mattosinho também mencionou nomes de figuras políticas nacionais, como o ministro do STF Dias Toffoli e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil). Segundo ele, os aviões usados no esquema teriam ligação com Antonio de Rueda, presidente do União Brasil, partido que também tem representação em Alagoas.
A Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, apura a atuação do PCC no setor de combustíveis e investimentos. Os principais investigados, Beto Louco e Primo, seguem foragidos e negociam delação premiada que pode implicar empresários e agentes públicos de vários estados.



