Maceió, 5 de fevereiro de 2026

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Tornozeleira de Oruam está desligada desde domingo e rapper passa a ser considerado foragido

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, é considerado foragido da Justiça após a expedição de mandado de prisão preventiva pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A decisão ocorreu depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a liminar de habeas corpus que mantinha o artista em liberdade.
A revogação foi determinada nesta segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que apontou descumprimento reiterado das medidas cautelares, especialmente relacionadas ao monitoramento eletrônico. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a tornozeleira usada por Oruam permanece descarregada desde domingo (1º), impossibilitando o acompanhamento da medida judicial.
De acordo com a Seap, o cantor utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro. A partir de 1º de novembro, foram registradas 66 violações, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026, a maioria por falta de carregamento do equipamento. Em dezembro, o dispositivo chegou a ser substituído após perícia apontar dano eletrônico, possivelmente causado por alto impacto, mas o novo aparelho voltou a apresentar falhas.
As irregularidades foram comunicadas formalmente ao Judiciário por meio de relatórios enviados à Terceira Vara Criminal. Ao analisar o histórico, o STJ concluiu que os descumprimentos comprometeram a eficácia das medidas cautelares, o que levou a juíza Tulla Correa de Mello a decretar a prisão preventiva e determinar a expedição imediata do mandado.
Agentes da Polícia Civil realizam buscas em endereços ligados ao rapper, que ainda não foi localizado. A defesa afirma que os problemas no monitoramento foram técnicos e nega intenção de descumprir decisões judiciais.
O processo tem origem em fatos ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, zona oeste do Rio. Segundo o Ministério Público, Oruam e outros envolvidos são acusados de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, quando agentes teriam sido atingidos por pedras lançadas do imóvel.

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