Maceió, 9 de fevereiro de 2026

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Aluno que esfaqueou professora diz à polícia que mantinha relacionamento amoroso com a vítima

O aluno de direito João Cândido, do 5º período, que matou a professora Juliana a facadas dentro de uma faculdade, afirmou em depoimento à polícia que manteve um relacionamento amoroso com a vítima por cerca de três meses. Segundo ele, o crime teria sido motivado por vingança, após saber que a docente teria retomado o relacionamento com o ex-marido. A versão não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades.
De acordo com testemunhas, o ataque ocorreu após o término da aula. João aguardou a professora ficar sozinha e iniciou uma discussão, que terminou com Juliana sendo atingida por golpes de faca nos dois seios e sofrendo uma laceração no braço. Ela foi socorrida por alunos e levada ao Hospital João Paulo II, mas morreu antes de receber atendimento médico.
Ainda segundo o relato do réu, a faca utilizada no crime teria sido entregue pela própria professora. Ele disse que, um dia antes do ataque, recebeu de Juliana um doce de amendoim dentro de uma vasilha, junto com a arma branca. Após o crime, o estudante tentou fugir, mas foi contido por um aluno que é policial militar.
O Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca) suspendeu as aulas por três dias e emitiu nota de pesar. O corpo da professora foi liberado pelo IML no sábado (7) e transladado de Porto Velho para Salvador (BA), onde o velório deve ocorrer, em horário e local ainda não divulgados.

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