Imagens que circulam nas redes sociais mexicanas mostram integrantes do Cartel de Sinaloa utilizando um lança-chamas contra rivais em meio à disputa territorial no México. O equipamento identificado nas gravações é o modelo “Pulsefire UBF”, fabricado pela empresa norte-americana Exothermic Technologies.
O episódio reforça o nível de militarização alcançado pelos cartéis mexicanos, que já operam com fuzis de alto calibre, veículos blindados artesanais, drones e armamento de uso restrito. A exposição pública desse tipo de arsenal não é apenas demonstração de força, mas também estratégia de intimidação, ampliando o clima de terror em regiões dominadas por organizações criminosas.
Nos últimos anos, facções como o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) passaram a agir com estrutura semelhante à de grupos paramilitares, promovendo bloqueios simultâneos, ataques coordenados e confrontos diretos com forças federais. Especialistas apontam que a facilidade de acesso a armamentos no mercado internacional, somada à capacidade financeira dessas organizações, sustenta esse avanço bélico.
A divulgação dos vídeos ocorre em um contexto de tensão crescente no país, marcado por disputas internas e confrontos com o Estado. Para analistas de segurança, a circulação desse tipo de material evidencia não apenas a brutalidade dos conflitos, mas também o desafio estrutural que o governo mexicano enfrenta para conter organizações que operam com poder de fogo comparável ao de forças militares.



