A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) intensificou, nesta semana, as investigações sobre o acidente com um ônibus de romeiros ocorrido em 3 de fevereiro, em São José da Tapera, no Sertão alagoano, tragédia que resultou na morte de 16 pessoas e deixou dezenas de feridos.
Durante a nova fase de oitivas, investigadores ouviram sobreviventes e também o motorista do veículo, considerado peça-chave para a reconstituição do caso. Em depoimento, o condutor afirmou não se recordar do momento exato do acidente, alegando que perdeu a consciência após o impacto e só teria despertado no dia seguinte, já internado em uma unidade hospitalar.
Segundo a polícia, os relatos colhidos apresentaram divergências em pontos considerados relevantes para a dinâmica do sinistro. Diante disso, algumas testemunhas que já haviam sido ouvidas serão novamente convocadas para prestar esclarecimentos complementares.
Paralelamente, a investigação aguarda a conclusão do laudo pericial, que deverá indicar fatores técnicos relacionados às causas do acidente. Outras diligências seguem em andamento e, após a finalização do inquérito, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.



