O processo de desativação das minas de sal-gema da Braskem, em Maceió, pode se prolongar até 2040. A estimativa foi apresentada por técnicos da Agência Nacional de Mineração durante reunião com o Ministério Público Federal, realizada na quarta-feira (25), na Procuradoria da República em Alagoas.
O encontro discutiu o descomissionamento das 35 frentes de lavra abertas no bairro Mutange. Segundo a ANM, o preenchimento das sete cavidades localizadas fora da camada de sal deve ser concluído até 2027, mas o encerramento total das atividades deve levar mais de uma década.
Antes da reunião com o MPF, representantes da agência também se reuniram com a empresa e programaram uma vistoria técnica nas áreas afetadas para acompanhar o andamento das intervenções.
Mesmo após o fechamento das cavidades, o monitoramento das áreas deverá continuar de forma permanente. De acordo com os técnicos, serão utilizados sistemas como microssísmica, DPGS e tecnologia de satélite InSAR, já empregados atualmente. Na avaliação da ANM, o modelo adotado atende aos requisitos técnicos exigidos.
Durante a reunião, a agência também apontou limitações estruturais para acompanhar o caso. Atualmente, apenas cinco técnicos atuam na gerência responsável, que atende demandas em todo o país. A equipe indicou a necessidade de pelo menos seis profissionais dedicados exclusivamente ao acompanhamento em Alagoas, além de citar restrições orçamentárias como obstáculo para ampliar a fiscalização.



