O ex-deputado federal cassado Alexandre Ramagem afirmou nesta quinta-feira (16) que sua detenção nos Estados Unidos ocorreu por uma “questão migratória”, e não por irregularidades mais graves. Ele foi abordado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em Orlando, e ficou sob custódia até ser liberado administrativamente na quarta-feira (15), sem necessidade de decisão judicial ou pagamento de fiança.Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ramagem sustentou que entrou no país de forma regular, com passaporte e visto válidos, e que solicitou asilo junto às autoridades americanas. Segundo ele, o pedido segue dentro dos trâmites legais, o que garantiria sua permanência no país. O ex-parlamentar também afirmou que mantém endereço conhecido pelas autoridades e que suas filhas estão regularmente matriculadas em escola pública na Flórida.Apesar de tentar minimizar o episódio, Ramagem elevou o tom ao criticar duramente a Polícia Federal do Brasil e seu diretor-geral, Andrei Rodrigues, a quem atribuiu articulações para sua detenção. Ele classificou a corporação como uma “polícia de jagunços” e pediu o afastamento do dirigente, além de questionar a cooperação internacional que teria motivado a ação.O caso ocorre após a saída de Ramagem do Brasil, em setembro de 2025, após condenação no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Ele teve o mandato cassado em dezembro do mesmo ano, quando também foi formalizado um pedido de extradição pelo Ministério da Justiça brasileiro. O nome do ex-deputado já não consta na base de detidos do sistema americano, e sua situação segue sob análise das autoridades dos Estados Unidos.


