“Eu fui visitar minha mãe. Eu e a minha tia… e toda vez ela aparecia muito feliz, muito bem.” O relato é da jovem Vitória, de 18 anos, filha da esteticista Cláudia Pollyanne, morta após ser internada em uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro. Em entrevista exclusiva ao Agora Alagoas, ela descreve a surpresa da família diante das revelações do caso.A fala da jovem reforça que, durante o período de internação, não havia indícios claros do que estaria acontecendo. “Como é que a gente ia saber de tudo isso?”, questiona.Vitória também reage às críticas direcionadas à família e contesta a narrativa de responsabilização. Segundo ela, todos os familiares estavam unidos em um único objetivo: a recuperação de Polly. “Eles estão querendo culpar pessoas que só queriam o bem dela”, afirma.Ainda na entrevista, a jovem relata o impacto da exposição pública do caso. Para ela, a repercussão tem agravado o sofrimento. “Essa mídia toda em volta da família é algo que acaba com qualquer um”, desabafa.A esperança, segundo Vitória, sempre esteve presente nas visitas. Tanto ela quanto a tia incentivavam Cláudia a seguir firme no tratamento. “A gente dizia que ela ia sair dali bem, melhor que nunca”, lembra. Diante das acusações e comentários que circulam, a jovem faz um apelo direto: “Eles não têm o direito de falar da minha mãe, nem de expor a imagem dela com coisas que não são verdades”.


