Pré-candidato ao Senado pela Unidade Popular (UP), Alexandre Fleming criticou o uso de autopromoção por parte de setores da classe política alagoana que tentam consolidar a ideia de terem realizado “o melhor governo da história” do estado. Para Fleming, esse tipo de afirmação não pode partir do próprio governante, nem de aliados, apoiadores ou “chumbetas de ocasião”. “Quem pode fazer esse julgamento é o povo de Alagoas. E mesmo assim, ainda cabe perguntar melhor para quem? Sob quais critérios? Porque quando olhamos os indicadores sociais do estado, o discurso da propaganda entra em choque com a realidade concreta da população”, afirmou.Fleming destacou que Alagoas segue liderando índices históricos de desigualdade social e analfabetismo, mantendo a maior taxa de analfabetismo entre os estados brasileiros e, entre as capitais, Maceió aparecendo com o pior índice do país. Além disso, segundo ele, Alagoas permanece entre os estados mais empobrecidos do Brasil, marcado por forte concentração de renda e exclusão social. Dados recentes da PNAD/IBGE apontam que 92,5% da população alagoana vive com renda inferior a R$ 5 mil mensais. “É impossível ignorar que estamos falando de um estado marcado por pobreza estrutural, concentração de renda, exclusão social e enormes dificuldades históricas. Então, quando determinados grupos políticos tentam vender a ideia de um governo excepcional, enquanto a maioria da população segue enfrentando tantas dificuldades, isso revela um profundo distanciamento da realidade”, pontuou.O pré-candidato também criticou o que classificou como “personalismo político” e “marketing eleitoral permanente”, especialmente quando parte de lideranças que deixaram o governo e agora tentam retornar ao comando do estado. “Alagoas não precisa de discursos autoproclamados de falsa grandeza. Precisa de honestidade política, memória crítica e compromisso real com as necessidades do povo trabalhador”, concluiu.


