O presidente da Câmara, Hugo Motta, utilizou uma estratégia regimental que acabou barrando a votação de uma proposta alternativa à PEC sobre o fim da escala 6×1, durante a sessão desta quarta-feira (27). Ele colocou em votação simbólica o parecer do relator, Leo Prates (Republicanos-BA), evitando o registro individual dos votos.O destaque apresentado pelo PL, partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, defendia a implantação da escala 4×3, garantindo três dias de descanso por semana. Com a decisão da presidência da Câmara, a proposta não chegou a ser analisada separadamente, o que impediu que os deputados tivessem de declarar publicamente seus posicionamentos.Após a manobra, o plenário seguiu para a análise do texto principal da PEC, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo o modelo 5×2. O projeto já havia sido aprovado na comissão especial por 34 votos a 4 e prevê uma implementação gradual, começando 60 dias após a promulgação.



