A operação “Morro do Alemão”, deflagrada nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), teve como alvo integrantes apontados como lideranças do Comando Vermelho (CV) com atuação em diferentes regiões do estado. As ações ocorreram simultaneamente em Alagoas e no Rio de Janeiro.Segundo as investigações, integrantes da organização criminosa utilizam comunidades dominadas pela facção no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, como base para coordenar atividades ilícitas em território alagoano. Durante a operação, um dos alvos apontados como liderança regional foi preso em Armação dos Búzios (RJ).De acordo com o delegado Igor Diego, responsável pelas investigações, a estrutura da facção em Alagoas é dividida por áreas de atuação, com lideranças regionais responsáveis pelo tráfico de drogas, distribuição de armas e coordenação de integrantes em diferentes municípios.No topo da organização estaria José Emerson da Silva, conhecido como “Nem Catenga”, apontado pela SSP como principal liderança da facção no estado. Conforme a investigação, ele seria responsável por coordenar chefes regionais e definir estratégias para expansão e manutenção das atividades criminosas.As apurações também identificaram lideranças conhecidas pelos apelidos de “99” ou “Rafinha”, com atuação em Rio Largo e municípios vizinhos; “Lalo”, apontado como responsável por ações criminosas no Litoral Sul; “Salsicha”, investigado por comandar atividades da facção na Zona da Mata; “Talismã”, ligado à atuação do grupo em bairros da parte alta de Maceió; e “Kebinho”, apontado como liderança em cidades do Litoral Norte.Segundo a SSP, os grupos investigados são suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, fornecimento de armamentos e imposição de punições internas conhecidas como “disciplinas”, prática atribuída a organizações criminosas.Durante a coletiva, Igor Diego afirmou que o objetivo da operação é desarticular a estrutura de comando da facção e cumprir mandados contra todos os investigados. O delegado destacou, porém, que a captura de algumas lideranças é dificultada pelo fato de estarem escondidas em comunidades controladas pelo crime organizado no Rio de Janeiro.A operação integra um conjunto de ações das forças de segurança para combater a atuação de facções criminosas e reduzir sua influência em municípios alagoanos.


