O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (16) diversos pedidos feitos pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A apuração foi instaurada após solicitação da Polícia Federal, em razão de uma publicação nas redes sociais em que o parlamentar associou Lula a crimes como tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e ligação com organizações criminosas.Entre as solicitações rejeitadas estavam os depoimentos do próprio presidente Lula e da líder opositora venezuelana María Corina Machado. Os advogados também pediram acesso a documentos relacionados a processos nos Estados Unidos envolvendo Nicolás Maduro, além da oitiva de nomes como o senador Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol.Na decisão, Moraes argumentou que os requerimentos não se adequam ao estágio atual das investigações e poderiam comprometer o andamento dos trabalhos. O ministro destacou que a definição das diligências cabe à Polícia Federal e ao Ministério Público, não sendo atribuição do investigado indicar quais medidas devem ser realizadas.

