A Justiça da Bahia concluiu que um servidor público simulou um assalto e sequestro para tentar receber cerca de R$ 1,5 milhão em indenizações de seguradoras. O caso ocorreu em 2019, e o condenado começou a cumprir pena em maio deste ano. Ele alegou ter sido sequestrado e ter o pé amputado por criminosos após sair de uma unidade de saúde.As investigações, porém, encontraram inconsistências na versão apresentada. A mochila do servidor foi localizada a aproximadamente 350 metros do local onde ele foi socorrido, contendo todos os objetos que ele dizia terem sido roubados, além do próprio pé amputado. A descoberta enfraqueceu a hipótese de assalto e levantou suspeitas sobre a verdadeira origem do ferimento.A condenação também levou em conta outros indícios, como a contratação de quatro seguros de vida poucas semanas antes do episódio e laudos periciais que descartaram a dinâmica descrita pela vítima. Segundo os especialistas, a amputação apresentava características de um procedimento realizado com conhecimento técnico, incompatível com um ato de violência praticado durante um suposto crime.


