Maceió, 7 de julho de 2026

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Aliado de Flávio no Rio é alvo da PF e amplia desgaste na pré-campanha presidencial

A operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (7), que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o setor de combustíveis no Rio de Janeiro, aumentou a pressão sobre a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). Entre os alvos da ação está o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), apontado como um dos principais aliados do parlamentar no estado.Canella é o nome apoiado por Flávio Bolsonaro para disputar uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. O senador chegou a indicar sua mãe, Rogéria Bolsonaro, para compor a chapa como primeira suplente.Nos bastidores, entretanto, integrantes do PL já vinham defendendo que Flávio reconsiderasse o apoio ao ex-prefeito. A preocupação era de que uma eventual operação policial pudesse comprometer o palanque da legenda no Rio de Janeiro durante a campanha presidencial.Em maio, após a inelegibilidade do então governador Cláudio Castro ser confirmada pela Justiça Eleitoral, Flávio descartou a possibilidade de lançar a mãe como candidata ao Senado e reafirmou o apoio à chapa de Canella. Dias depois, porém, Castro também passou a ser alvo de operações da Polícia Federal relacionadas a investigações sobre supostos favorecimentos no setor de combustíveis, o que levou o ex-governador a desistir da disputa.Segundo apuração da CNN à época, dirigentes do PL passaram a defender uma reformulação na composição da chapa fluminense. Além das investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, Canella já era citado em apurações sobre suposta interferência no Rioprevidência e sobre uma rede de postos de combustíveis registrada em nome de terceiros.Com a saída de Cláudio Castro da corrida eleitoral, o PL ainda não definiu quem ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa apoiada por Flávio Bolsonaro. Entre os nomes cotados estão o senador Carlos Portinho e o deputado federal Carlos Jordy. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, chegou a ser cogitado, mas perdeu força após pessoas ligadas a ele serem alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada.De acordo com a reportagem, a definição sobre a composição da chapa no Rio ficará a cargo de Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora ainda não exista previsão para o anúncio oficial.

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