De janeiro a julho deste ano, cerca de 3,5 milhões de pessoas saíram da pobreza no Brasil, segundo informou nesta terça-feira (22) o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. A combinação entre geração de empregos e políticas públicas de fomento ao empreendedorismo, como o programa Acredita no Primeiro Passo, tem sido determinante para o crescimento da renda das famílias brasileiras.
Como consequência direta desse avanço, 958 mil famílias deixaram de receber o Bolsa Família em julho, por terem atingido renda acima dos critérios do programa. A maioria se desligou após cumprir a Regra de Proteção, que permite a manutenção parcial do benefício por até 24 meses, mesmo após o aumento de renda.
De acordo com dados do Caged, das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada criadas em 2024, 98,8% foram preenchidas por pessoas cadastradas no CadÚnico. Dessas, 1,27 milhão eram beneficiárias do Bolsa Família, evidenciando o impacto da política de inclusão produtiva e qualificação.
Wellington Dias também destacou que, desde o início do atual governo, quase 24 milhões de pessoas superaram a pobreza. “À medida que abre a condição de trabalhar, ganha a condição de sair do Bolsa Família, e muitos indo para a classe média. A classe média brasileira está crescendo, e boa parte é o público do Bolsa Família que está ascendendo”, afirmou.