A clínica de reabilitação que está sendo alvo de investigações após a morte da esteticista Claudia Pollyane, foi interditada nesta segunda-feira (25) após ação da Polícia Civil, acompanhada da Polícia Científica e da Vigilância Sanitária.
A operação que interditou a clínica encontrou sangue seco nas paredes, e um quarto que era conhecido como ”quarto da tortura” pelos internos, onde possivelmente aconteciam torturas aos pacientes. “As pessoas que foram ouvidas no inquérito policial deixaram claro isso. A situação deixa muito evidente o cometimento de crime de tortura”, disse a delegada Ana Luisa Nougueira, da Polícia Civil da Alagoas. Além disso, foi informado que os pacientes viviam com regras rígidas, como se alimentar e tomar banho com tempo cronometrado.
Além da interdição, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão e perícia na clínica. A operação também avaliou a situação estrutural e administrativa da clínica, que já havia sido alvo de denúncias de irregularidades. A ação verificou que o local era pequeno para comportar os mais de 20 internos que lá residiam, e foi encontrado mofo em várias partes.
As investigações contra a clínica começaram pós a morte da esteticista Claudia Pollyane, no dia 09 de agosto, que após isso foi alvo de inúmeras denúncias, incluindo estupro de uma adolescente de 16 anos. Uma das donas do local foi presa no dia 15 de agosto, e na última sexta-feira (22), o outro dono foi foi preso após ser considerado foragido da justiça.
A Polícia Civil disse que ouvirá mais pessoas para saber se existe participações de outros envolvidos nas agressões aos pacientes.



