Um caso judicial que parecia esquecido e já prescrevendo teve um desfecho surpreendente na 8ª Vara Criminal da Capital, em Maceió. O juiz José Eduardo Nobre absolveu sumariamente um homem acusado de homicídio após a suposta vítima, dada como morta há quase três décadas, aparecer viva em audiência. A decisão foi proferida na última sexta-feira (26/10).
O réu, Marcelo Lopes da Silva, estava sendo acusado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) por um assassinato que teria ocorrido em 1998, durante uma emboscada na saída de uma danceteria no bairro do Tabuleiro, em Maceió. A investigação inicial se baseava em um corpo encontrado na época, identificado como sendo da vítima através de laudo cadavérico e reconhecimento feito pelo irmão de Marcelo, a partir de fotos do IML.
A reviravolta ocorreu este ano, quando o acusado foi preso em agosto e, em audiência de custódia, alegou que a suposta vítima estava viva. Em um momento dramático, a pessoa que todos acreditavam estar morta compareceu à audiência e explicou que havia se mudado para Pernambuco em 1997, onde foi trabalhar e morar com uma irmã. Como não manteve contato com a família, os parentes acreditaram nas notícias de que ele teria sido assassinado.
Com a nova e irrefutável prova ,a própria vítima viva. O juiz decidiu pela absolvição sumária do acusado, com concordância do Ministério Público. Marcelo afirmou que, ao retornar a Maceió, chegou a ir à delegacia para tentar esclarecer o engano, mas a informação não foi anexada ao processo, que só foi retomado em 2025, quando ele foi finalmente localizado e preso.
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