Alagoas encerrou o quarto trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 8%, uma das mais altas do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice coloca o estado entre os cinco com maior percentual de desemprego no período. De acordo com o levantamento, apenas Pernambuco (8,8%) e Amapá (8,4%) ficaram acima de Alagoas. Bahia e Piauí também registraram 8%. No cenário nacional, a taxa de desocupação ficou em 5,1% no quarto trimestre — o melhor resultado da série histórica, com recuo de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Enquanto seis estados apresentaram queda no desemprego no período — São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Paraíba e Ceará —, Alagoas manteve estabilidade e seguiu entre os estados com maior dificuldade no mercado de trabalho. Além do desemprego, os dados revelam que Alagoas tem uma das maiores taxas de subutilização da força de trabalho do país. O índice, que inclui desempregados, subocupados e pessoas na força de trabalho potencial, chegou a 25,1% no estado — o terceiro maior percentual do Brasil, atrás apenas de Piauí (27,8%) e Bahia (25,4%). O desalento também chama atenção. Alagoas registrou 8% de pessoas que desistiram de procurar emprego, segundo maior índice nacional, atrás apenas do Maranhão (9,1%).
O IBGE também detalhou o perfil do desemprego no país. A taxa ficou abaixo da média nacional para brancos (4,0%) e acima para pretos (6,1%) e pardos (5,9%). Entre homens, o índice foi de 4,2%, enquanto entre mulheres chegou a 6,2%. A escolaridade também influencia no acesso ao trabalho. Pessoas com ensino médio incompleto apresentaram taxa de 8,7%, a maior entre os níveis de instrução. Já quem possui ensino superior completo registrou índice bem menor, de 2,7%.
Apesar do cenário desafiador em estados do Nordeste, 20 unidades da Federação registraram, em 2025, as menores taxas anuais de desemprego da série histórica. Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%) aparecem entre os melhores desempenhos do país. No Brasil, a taxa de informalidade fechou o quarto trimestre em 37,6% da população ocupada. Em Alagoas, os números reforçam o desafio estrutural do mercado de trabalho, especialmente diante dos altos índices de subutilização e desalento, que mantêm o estado entre os mais afetados pela falta de oportunidades formais.



