Com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou as articulações para definir o próximo nome a ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os principais cotados estão o advogado-geral da União, Jorge Messias; o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas.
Nos bastidores do Planalto, Jorge Messias desponta como o favorito. Homem de confiança de Lula, o ministro da AGU tem presença constante nas agendas presidenciais e chegou a acompanhar o chefe do Executivo em viagem à Bahia nesta quinta-feira (9), gesto interpretado por analistas políticos como um indicativo de prestígio e proximidade.
Fontes próximas ao governo afirmam que Lula deve optar por um perfil de “segurança institucional”, privilegiando nomes leais e de postura moderada, capazes de garantir estabilidade e diálogo entre os Poderes. A escolha ocorre em um momento em que o presidente busca consolidar sua influência no Supremo.
Com a saída de Barroso, Lula poderá indicar um terceiro ministro apenas neste mandato. Antes dele, o petista já nomeou Cristiano Zanin, em 2023, e Flávio Dino, em 2024. Caso mantenha o ritmo de substituições esperadas até 2030, o presidente deve consolidar uma ampla maioria de ministros indicados por governos petistas na Corte.



