O governo dos Estados Unidos voltou-se novamente contra o Brasil e anunciou novas sanções que atingiram nomes ligados ao Governo do Presidente Lula. Desta vez, duas figuras relacionadas ao programa Mais Médicos tiveram seus vistos norte-americanos cancelados.
Em um comunicado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o país tomou medidas contra funcionários dos governos de Brasil, Granada, Cuba e nações africanas envolvidas no programa Mais Médicos. Além disso, servidores da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) foram alvo da sanção.
No Brasil foram sancionados Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-coordenador-geral da COP30. Os dois integravam o órgão federal responsável pela saúde pública quando o programa foi implementado no Brasil.
Apesar de ter suprido a falta de médicos em regiões remotas do Brasil, os EUA classificaram o Mais Médicos como um “esquema de exportação de trabalho forçado” por parte de Cuba. Ao anunciar as sanções o Departamento de Estado dos EUA disse que o programa foi utilizado para driblar o embargo econômico norte-americano contra Cuba, em vigor desde a década de 1960 e alvo de críticas internacionais.