A CPI do INSS já soma 646 requerimentos protocolados apenas nos primeiros dias de funcionamento, número que superou a quantidade registrada pelas CPIs do 8 de Janeiro e da Covid-19 em igual período. Enquanto a comissão sobre os ataques golpistas levou seis dias para alcançar esse patamar e a da pandemia precisou de 28 dias, a investigação sobre os descontos indevidos em aposentadorias e pensões se tornou a mais intensa em volume de pedidos logo na largada.
O avanço expressivo foi impulsionado pela espera na instalação da CPI, que fez com que parlamentares deixassem diversos requerimentos prontos. O mesmo movimento ocorreu em outras comissões, mas a rapidez com que a do INSS acumulou pedidos chama a atenção no Congresso.
A demora para a instalação foi atribuída ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que atuou para postergar o início dos trabalhos e reduzir o desgaste político do governo Lula em meio ao escândalo. A comissão só foi aberta oficialmente na última quarta-feira (20).
Entre os pedidos já protocolados, o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) apresentou quatro, incluindo a convocação do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, de seu sucessor Wolney Queiroz e de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).



