O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) encaminhou ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), um pedido para exercer o mandato de fora do Brasil. Ele está nos Estados Unidos desde março e afirma que sua permanência é consequência de “perseguições políticas”. O parlamentar havia tirado licença de 120 dias, encerrada em julho, e desde então acumula faltas nas sessões.
No documento, Eduardo solicita que a Casa crie mecanismos para viabilizar a atuação remota de parlamentares. Ele rejeitou qualquer possibilidade de renúncia e afirmou continuar no pleno exercício de suas funções. Como argumento, citou a autorização para participação virtual durante a pandemia e declarou que a atual conjuntura institucional é “muito mais grave” do que a crise sanitária.
O deputado relatou que viajou inicialmente para os EUA em caráter privado, mas decidiu permanecer após notícias de que poderia sofrer sanções, como a cassação do passaporte. Defendeu ainda que sua atuação internacional se enquadra como atividade legítima da Câmara.
Sem citar nomes, Eduardo acusou um ministro do Supremo Tribunal Federal de agir “fora dos limites constitucionais” e disse que o país vive sob um “regime de exceção”. O pedido agora será analisado pela Presidência da Câmara, sem prazo definido para decisão.