As eleições de outubro devem registrar um alto índice de renovação nos governos estaduais em todo o país. Dos 27 governadores, 18 estão impedidos de disputar a reeleição, já que a legislação brasileira não permite três mandatos consecutivos no cargo. Com isso, o cenário eleitoral aponta para mudanças significativas nos comandos dos estados.
Após oito anos à frente dos governos, esses gestores precisam definir novos rumos políticos. Até o momento, ao menos quatro governadores já sinalizaram interesse em disputar a Presidência da República, enquanto outros seis devem concorrer a vagas no Senado, que neste ano renovará 54 das 81 cadeiras.
Em Alagoas, o cenário segue a mesma tendência. O governador Paulo Dantas não poderá disputar a reeleição, após já ter assumido dois mandatos à frente do Executivo estadual, o que coloca o estado no grupo que terá obrigatoriamente um novo nome no comando a partir de 2027.
Apesar das articulações nos bastidores, ainda não há candidaturas oficiais. Pelo calendário eleitoral, os partidos definirão seus candidatos durante as convenções, entre julho e agosto, com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. Governadores que pretendam disputar outros cargos, como presidente, senador ou deputado, precisam renunciar ao mandato até abril, seis meses antes da eleição, conforme a regra da desincompatibilização.



