O governo brasileiro, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), contratou o escritório Gentiloni Silveri, na Itália, por R$ 200 mil para atuar nas primeiras fases do processo contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O valor se refere à etapa cautelar, em que a Justiça italiana avalia a manutenção da prisão da parlamentar, detida desde julho no país europeu.
Ainda não há definição sobre os custos da fase principal do processo, que envolve a análise do pedido de extradição de Zambelli. Segundo informações da coluna de Paulo Cappelli, as negociações entre a AGU e o escritório italiano seguem em andamento, e a estimativa é que o processo seja prolongado, influenciando o valor final da contratação.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 15 anos de prisão e à perda do mandato parlamentar por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. Além disso, recebeu outra sentença de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguir um homem armada em 2022.
Na última quinta-feira (28), a Justiça italiana decidiu manter a prisão da deputada ao avaliar “risco máximo de fuga”. Os magistrados analisaram laudos médicos apresentados pela defesa e concluíram que Zambelli possui condições de permanecer detida no sistema prisional do país.