Uma idosa entrou na Justiça contra uma associação que está no alvo da Polícia Federal por suspeita de fraudes previdenciárias. De acordo com a ação, ela teria sido convencida a assinar papéis sob a promessa de auxílio em questões do INSS e, sem saber, acabou registrada oficialmente como presidente de uma entidade com quase 500 mil associados.
O caso faz parte de uma investigação que aponta o uso de associações de aposentados e pensionistas como fachada para desviar recursos por meio de benefícios e empréstimos consignados irregulares. A PF identificou indícios de que dezenas de pessoas foram utilizadas de maneira semelhante, com seus nomes incluídos em cargos de diretoria sem qualquer consentimento.
A defesa da idosa argumenta que a fraude trouxe danos morais e materiais, além de expor sua imagem a riscos legais. O pedido apresentado à Justiça solicita indenização e a imediata retirada de seu nome dos registros da entidade.
Segundo investigadores, o esquema teria movimentado valores milionários e atingido diferentes estados. Especialistas alertam que idosos estão entre os principais alvos desse tipo de fraude, muitas vezes por falta de informação e pela confiança em terceiros que se apresentam como facilitadores. O Ministério Público Federal acompanha o caso.



