Imagens obtidas pela imprensa mostram a rota de fuga de Juan na manhã de sexta-feira (23), horas após o assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o “Joba”, de 33 anos, coordenador da base do CRB, morto a tiros no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Segundo as investigações, por volta das 7h30 o suspeito recebeu a confirmação de que Joba havia sido executado e, em seguida, iniciou uma sequência de deslocamentos monitorados por câmeras de segurança.
As imagens apontam que Juan passou primeiro na casa de um amigo em Rio Largo, onde deixou um notebook. Depois, foi até a residência da mãe e, pouco depois, deixou a cidade de carro rumo ao Recife. Já na capital pernambucana, embarcou em um voo para São Paulo. A polícia considera o trajeto como tentativa de escapar da investigação e reforça que o deslocamento ocorreu no mesmo dia do crime.
Apesar da fuga, Juan se apresentou na noite dessa segunda-feira (26) na sede da Delegacia de Homicídios de Maceió. No depoimento, negou envolvimento no assassinato e afirmou não ter ligação com os executores. A defesa, representada pelo advogado Napoleão Júnior, sustenta que não há provas que indiquem participação direta ou indireta do investigado. O advogado também afirmou que Juan conhece apenas uma das pessoas citadas no caso, a mulher que teria se relacionado com ambos.
A Polícia Civil, porém, apura que o crime teria sido motivado por disputa amorosa. Joba teria sido casado com uma mulher identificada como Letícia, que, após o divórcio, se envolveu com Juan. Segundo a investigação, o casal reatou recentemente, o que teria despertado ciúmes e motivado o assassinato. A polícia também trabalha com a informação de que o grupo responsável pela execução recebeu cerca de R$ 10 mil para matar Joba.
O caso segue em investigação, e a Polícia Civil não descarta novas diligências. Juan não teve a prisão decretada até o momento e a defesa afirma que ele colaborará com o processo.



