Maceió, 8 de janeiro de 2026

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Incentivo para quem vem de fora? Supermercadistas alagoanos questionam política fiscal do Governo do Estado

A possível concessão de incentivos fiscais pelo Governo de Alagoas ao grupo maranhense Mix Mateus, que planeja abrir cerca de 15 novas unidades no estado, acendeu um alerta entre empresários do setor supermercadista local. A medida, ainda em negociação, gera questionamento sobre os incentivos e aumento de impostos.
O questionamento ganha força em um momento em que a carga tributária no estado segue em alta. O ICMS, por exemplo, saltou de 17% para 19% e agora chega a 20,5%, impactando diretamente no aumento dos preço dos alimentos, remédios, combustíveis, energia elétrica, serviços e na geração de empregos e a sobrevivência de empresas locais.
“Não somos contra novos investimentos, mas é incoerente aumentar impostos para quem já está aqui e, ao mesmo tempo, oferecer benefícios a quem vem de fora”, critica Francisco Sales, proprietário de uma rede de supermercados em Alagoas.
Segundo o empresário, o discurso de desenvolvimento econômico perde força quando a política fiscal cria uma concorrência desigual. “Enquanto o empresário alagoano aperta o cinto para manter empregos e segurar preços, grandes redes chegam com incentivos e vantagem competitiva”, afirma. Em suas redes sociais, Sales comparou a política adotada em Alagoas com a de outros estados do Nordeste. “Em estados como o Ceará existe um incentivo fiscal para apoiar apenas as empresas que tem matriz no Estado e com isso os empresários locais conseguem expandir seus negócios e gerar mais empregos. Em Alagoas, acontece o inverso: apostamos nos de fora e deixamos os de casa sem respaldo”, declarou.
A preocupação do setor é que os impactos do aumento do ICMS já sejam sentidos no início deste ano, agravando um cenário que, segundo empresários, pode resultar no fechamento de empresas, demissões e concentração de mercado nas mãos de grandes grupos. “Quem perde com isso é o alagoano. O pequeno e médio empresário fica sufocado, o dinheiro arrecadado sai do estado e a economia local enfraquece”, alerta Sales. “O empresário alagoano precisa ser tratado como parceiro, não como obstáculo.”

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