A Vara de Execuções Penais (VEP) do Rio de Janeiro revogou, nesta sexta-feira (6), a liberdade condicional concedida ao ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio. A decisão atende a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Segundo o juízo, o benefício não chegou a produzir efeitos legais porque Bruno não foi localizado e não compareceu ao ato obrigatório de formalização da liberdade condicional, exigência prevista na Lei de Execução Penal. As intimações expedidas pela Justiça retornaram sem êxito.
Condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, Bruno estava em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Com a revogação, ele terá cinco dias para se apresentar ao sistema penitenciário e retomar o cumprimento da pena em regime semiaberto. O descumprimento pode resultar na expedição de mandado de prisão.
A decisão ocorre poucos dias após o ex-atleta publicar nas redes sociais vídeos celebrando o retorno ao Maracanã, desta vez como torcedor do Flamengo. A exposição chamou atenção por contrastar com a ausência do condenado nos atos formais exigidos pela Justiça.
A execução penal de Bruno foi transferida para o Rio em 2021, quando foi mantido o regime semiaberto domiciliar. Preso em 2013, três anos após o crime, ele progrediu ao semiaberto em 2019. Desde que deixou a prisão, tenta retomar a carreira esportiva; seu último vínculo foi com o Capixaba Sport Clube, do Espírito Santo, encerrado recentemente.
Bruno é pai de Bruninho Samudio, goleiro das categorias de base do Botafogo.



