A Corregedoria-Geral do Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um Pedido de Informação para investigar a atuação de um promotor de Justiça acusado de proferir falas misóginas e adotar postura parcial em audiências e atendimentos virtuais realizados em um juizado do estado. A abertura da apuração foi publicada no Diário Oficial Eletrônico desta quinta-feira (12).
A representação foi formalizada por uma advogada, por meio do protocolo nº 02.2025.00007970-5. No documento encaminhado ao órgão correicional, a profissional relata que o integrante do MP teria se comportado de maneira inadequada ao longo de 2025, tanto em sessões presenciais quanto em despachos por videoconferência.
A denunciante afirma ainda que é parte em um processo que tramita na mesma unidade judicial e sustenta que a conduta atribuída ao promotor pode configurar infração disciplinar. Os fatos narrados serão analisados inicialmente em caráter informativo.
O corregedor-geral do MPAL, Eduardo Tavares Mendes, determinou a adoção da medida preliminar, que tem como objetivo colher esclarecimentos antes da eventual instauração de um processo administrativo disciplinar. O promotor terá prazo de 10 dias para apresentar manifestação formal. Também foi solicitada a juntada de sua ficha funcional e histórico disciplinar.
De acordo com as normas internas da instituição, membros do Ministério Público devem manter postura compatível com o cargo e tratar magistrados, advogados, partes e servidores com urbanidade. O caso permanece sob análise, e a identidade do promotor não foi divulgada oficialmente.



