Maceió, 16 de março de 2026

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ONU faz pedido para que Brasil custei parte da hospedagem da COP30; Apenas 47 países confirmaram presença em evento

Com menos de três meses para a COP30, apenas 47 países confirmaram a presença, que acontece em Belém, Pará. O número foi divulgado nesta sexta-feira (22) pelo governo federal, que apresentou um balanço ao lado da ONU. A Casa Civil e a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop) informaram que a lista oficial foi apresentada logo após encontro com delegações internacionais. A reunião também tratou das críticas ao alto custo das estadias na capital paraense.
No mês passado, uma carta enviada por diversos países reforçou a pressão sobre o Brasil. O documento citava preços elevados e cobrava medidas para reduzir as despesas. Desde a divulgação da COP30 no país, os preços das hospedagens de hotéis e airbnbs para o mês do evento estão muito acima do valor padrão. A reunião colocou em discussão o aumento do subsídio oferecido pela ONU. Em contrapartida, a organização chegou a sugerir que o próprio Brasil ajudasse a custear hospedagens para países em desenvolvimento. A proposta foi recusada.
Atualmente, o orçamento subsidiado pela ONU é de US$ 140, valor destinado a cobrir alimentação e hospedagem. O montante, equivalente a R$ 756, não cobre sequer a diária mais barata disponível na plataforma do evento, de US$ 350. Em carta enviada ao Brasil, a ONU pediu que o país-sede ajudasse a custear parte das diárias, contudo, de acordo com a a secretária executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, o governo brasileiro se posicionou dizendo que já está arcando com custos significativos para a realização da COP. Por isso, não há como arcar com subsídio para delegações de outros países.
Segundo o balanço, 39 países já reservaram quartos pela plataforma oficial do governo — em sua maioria, nações em desenvolvimento. Outros oito fecharam diretamente com hotéis: Egito, Espanha, Portugal, República Democrática do Congo, Singapura, Arábia Saudita, Japão e Noruega.
De acordo com a organização, os valores seguem em negociação. O governo reconhece que a maior parte das hospedagens é de imóveis particulares, fora da rede hoteleira tradicional, o que pressiona os preços. As autoridades também afirmaram que medidas vêm sendo tomadas para coibir abusos. “Somos uma democracia, temos limites de intervenção no setor privado. (…) Estamos negociando no limite para que os preços possam baixar em Belém”, explicou Miriam Belchior.
Apesar do caso, o governo brasileiro confirma a realização da conferência no país.

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