Maceió, 27 de maio de 2026

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Oposição e setor empresarial articulam mudanças e tentam adiar tramitação da PEC do 6×1 no Senado

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a escala de trabalho 6×1 deve enfrentar resistência no Senado. Parlamentares da oposição e representantes do setor empresarial iniciaram uma articulação para modificar o texto e ampliar o tempo de tramitação da proposta, que tem previsão de chegar à Casa na próxima semana.Nos bastidores do Congresso, a expectativa é de que o governo trabalhe para aprovar a PEC antes do período eleitoral. A estratégia do Palácio do Planalto seria concluir a votação até setembro, mas oposicionistas avaliam que o regimento do Senado abre espaço para ampliar o debate e retardar o calendário.Diferentemente da Câmara dos Deputados, o Senado não exige comissão especial para análise de PECs. O texto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, pelo plenário. A oposição pretende utilizar mecanismos regimentais para prolongar a tramitação, incluindo a apresentação de emendas durante a votação, o que obrigaria o retorno da matéria à CCJ.Pelas regras da Casa, a comissão tem prazo de até 30 dias para emitir parecer. Caso sejam apresentadas alterações no plenário, o texto volta para nova análise, o que pode empurrar a votação para agosto e ainda exigir nova apreciação pela Câmara.Paralelamente, representantes do setor produtivo intensificam a pressão sobre os senadores. Entidades empresariais defendem maior debate técnico e alegam que a proposta aprovada na Câmara teria avançado sem estudos aprofundados sobre impactos econômicos e operacionais.Em reunião realizada nesta terça-feira (26) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, empresários e dirigentes de entidades do setor apresentaram preocupações sobre possíveis efeitos da medida no mercado de trabalho e na organização das empresas.Entre eles, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, defendeu uma discussão mais ampla antes da votação definitiva.Aliados de Alcolumbre afirmam que a intenção é manter a tramitação regular da PEC, sem acelerar o processo como ocorreu na Câmara, mas também evitando atrasos que inviabilizem a análise ainda este ano.Nos bastidores do Senado há reconhecimento de que a proposta possui forte apelo popular, fator que aumenta a cautela entre parlamentares, especialmente aqueles que disputarão a reeleição. A expectativa é de que uma reunião de líderes seja convocada assim que o texto chegar oficialmente à Casa para definir o rito de tramitação.

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