A cidade de Arapiraca entrou no radar da Polícia Federal após a deflagração da Operação Fogo Amigo 2, nesta terça-feira (27), que investiga uma organização criminosa especializada no tráfico ilegal de armas e munições no Nordeste. A ação atingiu diretamente Alagoas e reforça a infiltração do crime organizado na região do Agreste.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em municípios de Alagoas e Pernambuco, incluindo Arapiraca, Maceió e Marechal Deodoro, além de Petrolina e Araripina. Por decisão judicial, foram determinadas medidas cautelares como o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens, a suspensão das atividades de estabelecimentos suspeitos e o afastamento de policiais militares investigados por envolvimento no esquema.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo criminoso utilizava empresas e agentes públicos para facilitar a aquisição e a circulação de armas, que abasteciam facções criminosas e ampliavam o poder de fogo do crime organizado. A investigação aponta para uma estrutura articulada, com indícios de lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos para ocultar a origem dos armamentos.
Os suspeitos poderão responder por organização criminosa, comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem ultrapassar 35 anos de prisão, enquanto as investigações seguem para identificar outros envolvidos e a dimensão real da rede criminosa.


