O empresário Aparecido Sidney de Oliveira, fundador da Ultrafarma, foi preso temporariamente nesta terça-feira (12) em sua chácara, em Santa Isabel, na Grande São Paulo. A detenção ocorreu durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda estadual. Aos 71 anos, Oliveira é um dos principais alvos da ação. Natural de Nova Olímpia (PR), o empresário começou a trabalhar em farmácia aos 9 anos e fundou a Ultrafarma em 2000, tornando-a uma das maiores redes de farmácias do país e pioneira na venda de genéricos pela internet.
Segundo o MP-SP, a investigação aponta que um auditor fiscal de alto escalão comandava um esquema de fraudes em créditos tributários que teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021. Empresas do setor varejista teriam sido beneficiadas em processos administrativos em troca de pagamentos mensais, feitos por meio de uma empresa registrada em nome da mãe do auditor. Entre os presos também está o diretor estatutário da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, detido em um apartamento na Zona Norte de São Paulo.
A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC), cumpriu mandados de busca e apreensão em residências e sedes das empresas investigadas. O trabalho é resultado de meses de apuração, que incluiu análise de documentos, quebras de sigilo e interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça. As autoridades apuram crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Procurada, a Ultrafarma não se manifestou até a última atualização desta reportagem. A Secretaria da Fazenda e Planejamento informou que está colaborando com as investigações por meio de sua Corregedoria da Fiscalização Tributária. As diligências continuam e outros desdobramentos não estão descartados pelo Ministério Público.



