VIOLÊNCIA PÚBLICA
Ação mais letal já registrada no país é alvo de denúncias por possíveis abusos, invasões e manipulação de câmeras
Seis meses após a Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, o foco das investigações se volta para a atuação policial durante a ofensiva, que deixou 122 mortos. Considerada a ação mais letal já registrada no país, a operação passou a ser questionada por possíveis irregularidades na condução.Entre os pontos analisados estão suspeitas de manipulação de câmeras corporais, invasões a residências sem autorização e furtos durante as incursões. O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou oito denúncias envolvendo 19 agentes, por crimes como peculato e violação de domicílio.Apesar disso, a investigação enfrenta dificuldades para relacionar cada uma das mortes a policiais específicos. A Defensoria Pública aponta entraves no acesso a materiais do caso, enquanto a Polícia Civil afirma que cumpre as determinações judiciais.Relatos de moradores também integram o conjunto de apurações. Um dos casos citados é o de Douglas Christian de Almeida, que sobreviveu após ser baleado durante a operação.Por outro lado, a Secretaria de Segurança Pública defende a ação, destacando o apoio popular registrado em pesquisas e a estratégia de enfrentamento ao crime organizado.O Ministério Público segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias da operação e apurar eventuais responsabilidades.


