O senador alagoano Renan Calheiros (MDB-AL), ao lado de Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM), articula deixar a CPMI do INSS menos de uma semana após o início dos trabalhos. A informação é da coluna de Andreza Matais, que apurou que a estratégia é deixar o desgaste da defesa do governo para o PT.
A decisão ocorre após o partido de Lula não conseguir impedir que a oposição elegesse a presidência e a relatoria da comissão. “O Partido dos Trabalhadores vai ter que trabalhar”, ironizou um dos senadores à coluna. O PT tem Rogério Carvalho (SE) e Fabiano Contarato (ES) como titulares na CPMI.
Se confirmada, a saída representará prejuízo político ao governo, já que os três parlamentares têm peso no Senado. Além disso, a investigação exige presença frequente em Brasília e dedicação às oitivas, algo que os senadores não querem assumir em ano pré-eleitoral.
Renan já informou ao líder do MDB, Eduardo Braga (AM), que não tem perfil para atuar em CPIs, lembrando que só participou da CPI da Covid pela gravidade da pandemia. Otto e Aziz também dão sinais de recuo, e o PSD deve discutir oficialmente a posição da bancada.



