Os advogados do fiscal da Fazenda de São Paulo, Artur Gomes da Silva Neto, preso na Operação Ícaro sob a acusação de ter recebido ao menos R$ 1 bilhão em propina, pediram sua soltura apresentando um laudo médico. O documento aponta que o servidor estaria em “quadro depressivo exacerbado”, com crises de choro compulsivo e “sensação de morte iminente” desde que foi detido. A defesa argumenta que ele necessita de cuidados clínicos e exames, o que inviabilizaria sua permanência na prisão.
O pedido, no entanto, não sensibilizou o Ministério Público nem o juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, que decidiram manter a prisão preventiva do auditor, convertida na última terça-feira (19). Para os investigadores, não há elementos suficientes que justifiquem a liberdade, mesmo diante da alegada condição de saúde. A acusação sustenta que a gravidade do caso exige a manutenção da custódia.
Assinado pelas médicas Raquel Araújo Martos e Maristela da Silva Andreoni, o laudo médico foi elaborado três dias após a prisão de Artur, em 18 de agosto. O relatório descreve sintomas como instabilidade emocional, aparência abatida, apatia, além de queixas de insônia, desidratação e ausência de necessidades fisiológicas. O documento ainda aponta que o acusado relatou sentir seus vasos sanguíneos “pulsando”, interpretando o quadro como indício de pressão alta.



