O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 2 de setembro o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus do núcleo 1 no processo que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. A decisão ocorre um dia após a entrega das alegações finais de todos os réus.
O ministro relator, Alexandre de Moraes, liberou o caso para julgamento e o presidente da Turma definiu a data. Na sessão, Moraes fará a leitura do relatório, retomando todas as provas colhidas durante o processo, antes do início das sustentações orais.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ou representante da acusação, fará a primeira sustentação oral, seguida pelos advogados dos réus, começando pelo tenente-coronel Mauro Cid, delator, e seguindo ordem alfabética. Após as sustentações, Moraes apresentará seu voto e definirá condenação ou absolvição de cada réu, além da pena correspondente.
Se condenado, Bolsonaro pode receber pena superior a 40 anos de prisão, embora a execução só ocorra após o trânsito em julgado, quando se esgotarem todos os recursos possíveis. Nas alegações finais, os réus questionaram violações processuais e suposta parcialidade do relator, enquanto a PGR reforçou a necessidade de condenação e o papel central do ex-presidente na tentativa de ruptura democrática.



