Três técnicos de enfermagem foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeitos de envolvimento na morte de três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os crimes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025 e são investigados como homicídios no âmbito da Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP).
Segundo a investigação, os suspeitos teriam provocado as mortes por meio da aplicação indevida de substâncias químicas diretamente na veia das vítimas. Um dos investigados, de 24 anos, utilizava de forma irregular o sistema eletrônico do hospital para prescrever medicamentos incompatíveis com o quadro clínico dos pacientes, retirava os produtos na farmácia da unidade e os aplicava sem autorização médica. Em ao menos um dos casos, também foi usado desinfetante por via intravenosa.
As vítimas são uma professora aposentada de 67 anos, um servidor público de 63 e um homem de 33 anos. Imagens das câmeras de segurança da UTI registraram a presença dos suspeitos junto aos leitos nos horários compatíveis com os procedimentos irregulares. Confrontados com as provas, os três acabaram confessando participação, segundo a polícia.
As prisões ocorreram em duas fases da operação, com cumprimento de mandados, buscas e apreensão de materiais e dispositivos eletrônicos. A PCDF apura o papel individual de cada suspeito e investiga se há outros envolvidos ou se os crimes ocorreram de forma sistemática dentro da unidade hospitalar.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que identificou irregularidades, instaurou investigação interna e acionou as autoridades, colaborando integralmente com o inquérito. A instituição afirmou ainda que os suspeitos já haviam sido desligados e que presta apoio às famílias das vítimas.


