A deputada estadual Cibele Moura apresentou, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a Indicação nº 12026 solicitando ao governador do Estado e ao secretário de Estado da Saúde a implantação do serviço “Avaliação Inicial de Lipedema” na plataforma Saúde Até Você Digital, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas.
O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e à orientação adequada para mulheres com suspeita ou diagnóstico de lipedema, condição crônica inflamatória e progressiva caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas extremidades, acompanhada de dor, inchaço e limitação funcional.
De acordo com a justificativa apresentada pela parlamentar, estudos científicos apontam que cerca de 12,3% das mulheres brasileiras podem apresentar sintomas compatíveis com lipedema, o que representa entre 8 e 10 milhões de pessoas no país. Apesar disso, a condição ainda é pouco reconhecida e frequentemente subdiagnosticada no sistema público de saúde.
“Estamos falando de milhares de mulheres que convivem com dor crônica, dificuldade de mobilidade e impacto direto na qualidade de vida, muitas vezes sem diagnóstico e sem orientação adequada. Precisamos dar visibilidade a essa condição e oferecer caminhos reais de cuidado dentro do SUS”, afirmou Cibele Moura.
A proposta prevê a criação de um módulo específico dentro da plataforma Saúde Até Você Digital, com questionário clínico padronizado, teleorientação qualificada e encaminhamento organizado para atendimento presencial quando necessário. Segundo a deputada, a medida é de baixo custo e pode ser implementada de forma rápida, utilizando a estrutura já existente da saúde digital no estado.
Para Cibele, a iniciativa está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica e às prioridades da saúde da mulher.
“A tecnologia pode e deve ser utilizada para reduzir barreiras de acesso. Com uma avaliação inicial estruturada no aplicativo, conseguimos orientar precocemente, organizar fluxos de atendimento e evitar que essas mulheres passem anos sem resposta”, destacou.
A parlamentar defende que a inclusão do serviço contribuirá para fortalecer a atenção primária, promover equidade no atendimento e melhorar a coordenação do cuidado, reduzindo agravamentos futuros e a sobrecarga do sistema com procedimentos mais complexos.



