Levantamento baseado nas prestações de contas enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que presidentes nacionais de partidos receberam remunerações que chegaram a R$ 52,5 mil por mês em 2025. Ao todo, dez dirigentes receberam R$ 2,95 milhões ao longo do ano.Desse montante, 96% foram pagos com recursos do Fundo Partidário, abastecido principalmente por verbas públicas da União. Apenas R$ 117,9 mil tiveram origem em recursos próprios ou outras receitas das legendas.O maior pagamento foi registrado pelo PRD, que destinou R$ 630,5 mil ao seu presidente, Ovasco Roma Altimari Resende. Em seguida aparecem o PV, com R$ 501,4 mil pagos a José Luiz Penna, e o PL, que repassou R$ 404,7 mil ao presidente Valdemar Costa Neto.Também figuram na lista dirigentes do Novo, Podemos, PDT, PT, PSOL, Rede e UP, com valores que variam entre R$ 39,3 mil e R$ 337 mil no período.Segundo especialistas em Direito Eleitoral, a legislação não estabelece um teto para a remuneração de presidentes de partidos. No entanto, os pagamentos devem obedecer às regras da Lei dos Partidos Políticos e ser devidamente registrados nas prestações de contas encaminhadas ao TSE.



