O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e atual coordenador da campanha à reeleição, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, é um dos alvos de um novo inquérito da Polícia Federal que investiga os negócios entre Fabio Luís da Silva, o Lulinha, e o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A investigação foi autorizada na semana passada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.O inquérito apura possíveis irregularidades envolvendo a comercialização de cannabis medicinal. No parecer favorável à abertura da investigação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, menciona suspeitas relacionadas a um assessor do gabinete presidencial e a um servidor do Ministério da Saúde, sem citar nomes. Segundo fontes ligadas ao caso, o assessor mencionado é Marcola.De acordo com as investigações, o ex-chefe de gabinete aparece em mensagens trocadas entre pessoas já investigadas na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes em descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS. Marcola ocupou o cargo de chefe de gabinete da Presidência desde o início do atual mandato de Lula até 21 de julho, quando deixou a função para integrar a coordenação da campanha de reeleição do presidente.Além de Marcola, a Polícia Federal também investiga a atuação de servidores do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), bem como do próprio Fabio Luís da Silva. O objetivo é esclarecer a existência de possíveis ilícitos relacionados aos negócios envolvendo cannabis medicinal e a ligação entre os investigados.


