O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou um vídeo em que acusa a esquerda de se aproveitar de denúncias legítimas sobre a sexualização de crianças e adolescentes para impulsionar projetos de regulamentação da internet, sem avançar em medidas que punam pedófilos. Ele citou votações no Congresso em que partidos de esquerda teriam rejeitado propostas como aumento de pena e castração química para condenados por crimes sexuais contra menores. Para o parlamentar, há uma “tendência” de priorizar o controle de conteúdo nas redes sociais em detrimento do endurecimento das leis contra abusadores.
Nikolas também criticou o governo federal por não ter implementado o Cadastro Nacional de Pedófilos, mesmo após aprovação da lei que o cria. Segundo ele, mais de 30 projetos em tramitação tratam de regulamentação das redes sociais, enquanto não há iniciativas voltadas diretamente ao aumento de punições. O deputado afirmou que o modelo proposto permitiria suspender contas inteiras antes de decisão judicial, o que, em sua visão, abriria margem para censura e uso político da legislação.
No vídeo, o parlamentar reforçou que a prevenção e o monitoramento devem começar dentro das famílias. Ele defendeu que pais e responsáveis supervisionem o uso da internet por crianças e adolescentes, limitem situações de risco e mantenham diálogo constante para evitar abusos. Para Nikolas, transferir integralmente essa função ao Estado ou a plataformas digitais é “ingênuo e perigoso”, já que, segundo ele, o governo não consegue garantir proteção nem no mundo real.
Ao final, Nikolas afirmou que o combate à exploração sexual infantil exige penas severas, ações preventivas, responsabilização das plataformas e campanhas de conscientização. Ele também apontou a omissão de políticas públicas contra a pornografia, que, em sua avaliação, é uma das principais causas da “perversão sexual” que leva a crimes contra menores. “Não dá para cair na narrativa de que basta censurar a internet para resolver o problema”, concluiu.



