Maceió, 10 de julho de 2026

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Ameba ‘comedora de cérebros’ acende alerta após avanço de casos pelo mundo e morte de criança no Brasil

A expansão da Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebros”, tem preocupado especialistas após o registro do maior surto da doença já documentado. Somente no ano passado, mais de 200 casos foram identificados na Índia, número que supera de forma significativa os registros históricos. Em abril deste ano, uma criança de 9 anos morreu em Rondônia após contrair a infecção, reforçando o alerta sobre a presença do microrganismo em diferentes regiões do mundo.A infecção ocorre quando a ameba, encontrada principalmente em lagos, fontes de águas quentes e piscinas abandonadas, entra no organismo pelas narinas durante mergulhos ou brincadeiras na água. Ela provoca a meningoencefalite amebiana primária, doença rara, mas extremamente grave, que destrói rapidamente o tecido cerebral. Entre 1962 e 2023, foram registrados 488 casos em todo o mundo, com taxa de mortalidade de cerca de 97%. O caso do norte-americano Jordan Smelski, de 11 anos, que morreu poucos dias após nadar em uma fonte termal na Costa Rica, ilustra a rapidez da evolução da doença.Pesquisadores afirmam que a Naegleria fowleri vem sendo detectada em locais onde antes era incomum, inclusive em países de clima mais frio, como Itália, Bélgica, Eslováquia e regiões do norte dos Estados Unidos. Segundo especialistas, o aquecimento das águas provocado pelas mudanças climáticas pode favorecer a expansão da ameba, enquanto o avanço dos métodos de diagnóstico também contribui para o aumento dos casos identificados. Crianças são consideradas o grupo mais vulnerável, tanto pelo maior contato com atividades aquáticas quanto pela possibilidade de o organismo alcançar o cérebro com mais facilidade.Embora a infecção seja extremamente rara, médicos recomendam medidas simples de prevenção. Ao nadar em águas doces e quentes, a orientação é evitar que a água entre pelo nariz, utilizando clipes nasais ou segurando as narinas durante mergulhos. Para a lavagem nasal, os especialistas recomendam apenas água destilada, esterilizada ou previamente fervida e resfriada, evitando o uso de água da torneira. Apesar da alta letalidade, estudos recentes realizados na Índia apontam que o diagnóstico precoce e protocolos de tratamento mais eficazes podem aumentar significativamente as chances de sobrevivência.*Com informações da BBC Brasil

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