O Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca concluiu, nesta quarta-feira (22), a necropsia do corpo da bebê Isis Emanuelly Conceição Amorim, de quatro meses, e descartou a ocorrência de morte violenta. A análise afasta suspeitas iniciais que motivaram a abertura de investigação policial, mas a causa do óbito ainda não foi determinada.Segundo os médicos-legistas Felipe Nunes e Edvaldo Castro, o exame não identificou sinais externos de agressão, indícios de asfixia ou obstrução das vias respiratórias, o que também exclui a hipótese de engasgo com leite. Apesar disso, o laudo preliminar não apontou a causa exata da morte.De acordo com Felipe Nunes, mortes súbitas de origem clínica são relativamente comuns em crianças com menos de um ano. Ele destacou, no entanto, que não foram observados sinais evidentes de cardiopatia no exame macroscópico, embora outras patologias possam provocar óbitos inesperados nessa faixa etária.Para aprofundar a análise, foi solicitado exame toxicológico, que poderá identificar eventuais causas não visíveis na perícia inicial. O resultado deve sair nas próximas semanas e será incorporado ao inquérito policial.A bebê morreu dentro da residência da família, em Palmeira dos Índios, e chegou a ser levada a uma unidade hospitalar, onde o óbito foi confirmado. Seguindo protocolo, o caso foi encaminhado à Polícia Científica. Após a necropsia que descartou violência, o corpo foi liberado para sepultamento.


