Crime
Pedido tentava interromper andamento do julgamento sobre a morte do menino de 4 anos
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou mais uma tentativa da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior de interromper o andamento do julgamento sobre a morte do menino Henry Borel, de 4 anos. Em decisão publicada nesta segunda-feira (18), o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto negou o pedido de liminar que buscava acesso ao disco rígido de um notebook apreendido durante as investigações.A defesa de Jairinho alegou ter solicitado o material “em tempo oportuno” e sustentou que enfrentou atrasos institucionais e entregas incompletas ao longo do processo. O pedido ganhou força após os advogados abandonarem a sessão de julgamento em março, sob o argumento de que não tiveram acesso ao notebook pertencente ao assistente de acusação e a um aparelho celular relacionado ao caso.Na decisão, o desembargador afirmou que o indeferimento do acesso ao equipamento já havia sido devidamente justificado em primeira instância por “impedimento físico da diligência”. De acordo com laudo complementar anexado ao processo, o notebook sofreu “dano irreparável” em razão do longo período sem utilização, tornando impossível a extração do conteúdo. O magistrado destacou ainda que parte das informações consideradas relevantes já constava nos autos desde novembro do ano passado, sem que houvesse manifestação das partes naquele momento.Ao negar a liminar, Joaquim Domingos de Almeida Neto ressaltou que eventuais questionamentos da defesa poderão ser discutidos durante o julgamento, caso sejam apresentados oportunamente. Pai de Henry e vereador no Rio de Janeiro, Leniel Borel reagiu à decisão afirmando que não há mais espaço para “manobras protelatórias” que afastem o caso do Tribunal do Júri e defendeu que todos os responsáveis respondam perante a Justiça com rigor.


